Os riscos escondidos no aumento do crédito à habitação

A CGD está com valores astronómicos no crédito à habitação. Apesar da pandemia, nos primeiros seis meses do ano, a concessão de crédito continua a crescer. O banco público aumentou o financiamento à economia na primeira metade do ano, principalmente destinado à compra de casa por parte dos particulares.

O aumento na concessão de crédito levou a que fossem contratadas perto de 13 mil operações de crédito à habitação na atividade da Caixa em Portugal, num total de 1.572 milhões de euros.

Perigos

Com a facilitação do credito à habitação, surgem variadíssimos perigos que são similares a qualquer tipo de crédito, como o endividamento e o agravamento dos encargos. Falando especificamente do crédito à habitação, em Portugal, o preço médio de alojamentos familiares em Portugal é de 1241 euros por metro quadrado, ou seja, é quase que obrigatório o recurso ao crédito por parte dos particulares. Na hora de pedir um empréstimo, para evitar os problemas acima referidos, deve-se analisar tudo o que engloba um empréstimo, ou seja, as taxas de juro e os custos extra. 

Associado à taxa de juro surge a questão: Taxa de juro fixa ou variável? A taxa de juro variável oscila consoante as flutuações das taxas de juro de referência no mercado, já a taxa de juro fixa é decidida entre o cliente e o banco e fica estipulada no contrato, ou seja, se o consumidor escolher a modalidade fixa, a mesma fica inalterada ao longo do prazo do empréstimo.

Ou seja, aconteça o que acontecer, o cliente pagará sempre a mensalidade que ficou estabelecida no contrato. Outra solução, mas menos utilizada, são os empréstimos com taxa de juro mista. Isto significa que o contrato de crédito tem um período em que a taxa é fixa, seguido de um período em que a taxa é variável.

Os custos extra é tudo o que se paga além do preço do imóvel, ou seja, uma série de encargos iniciais que variam de banco para banco, é o caso das comissões de análise ou de estudo e de abertura de processo (a terminologia varia). Associado a isto o pagamento imposto municipal sobre imóveis (IMI) e do imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT). Ao mesmo tempo, a subscrição de um seguro de vida que inclui coberturas de morte e invalidez, com capital idêntico ao valor do empréstimo, para garantir a liquidação da dívida caso o titular fique incapacitado para trabalhar ou venha a falecer.

Sendo os custos extra e as taxas de juro demasiado elevadas, os particulares podem-se endividar. A solução passa por negociar um prazo de pagamento o mais alargado possível. Esta é a única forma de os portugueses conseguirem obter prestações mensais mais reduzidas e reduzir o risco de endividamento, que é um dos maiores perigos do crédito à habitação. 

Texto David Carvalho

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