Liberdade Religiosa em Portugal agrada a bispo de Lisboa

O Cardeal-Patriarca de Lisboa elogiou hoje o clima de liberdade religiosa em Portugal e a “harmonia” que existe entre as várias confissões, assinalando o 2.º Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso. “A prática da liberdade religiosa em Portugal e da sua lei tem sido muito positiva”, destacou D. Manuel Clemente, permitindo que as confissões reconhecidas pelo Estado tenham presença no espaço público e desenvolvam as suas atividades, “geralmente com muita expressão social”, como se viu na resposta à pandemia de Covid-19.

O responsável falava, numa intervenção em vídeo, aos participantes na Conferência “20 anos da Lei da Liberdade Religiosa”. A iniciativa, que assinala o 20.º aniversário da Lei da Liberdade Religiosa, promovida pela Comissão da Liberdade Religiosa (CLR), em parceria com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM, I.P.) e o apoio do Grupo de Trabalho para o Diálogo Inter-religioso (GT DIR).

O cardeal português falou num clima de “harmonia”, com várias frentes comuns entre as várias religiões, elogiando em particular o espaço televisivo e radiofónico que é dedicado às confissões religiosas, no serviço público da RTP, onde se inclui o programa ECCLESIA, da Igreja Católica.

Nos 20 anos da Lei da Liberdade Religiosa, D. Manuel Clemente disse que esta foi um “grande ganho” numa sociedade portuguesa marcada pelo pluralismo “religioso e cultural”. “Esta plataforma que se conseguiu e está vigente, com resultados muito positivos, foi resultado de muito esforço, de reflexão, de conjugação com a própria realidade portuguesa”, recordou.

O patriarca de Lisboa sublinhou a necessidade de continuar a construir sociedades de “convivência” e não apenas de sobrevivência, advertindo que o pluralismo e liberdade religiosa não são um “ganho absoluto e generalizado”. A intervenção alertou para os riscos de um “confessionalismo estrito” ou de um “laicismo estrito”, que levaria a “tirar completamente da esfera social e da esfera pública aquilo que são as referências pessoais de cada um”. “O laicismo é mau, porque nega aquilo que é a convicção de cada um, como ela se manifesta não só em termos individuais mas também grupais”, precisou D. Manuel Clemente.

O responsável católico destacou, por outro lado, o valor da laicidade, o “reconhecimento do espaço comum” que existe antes das “convicções pessoais estritas” e permite “conviver na pluralidade do espaço humano”. Perante a diversidade de nacionalidades e crenças em Portugal, prosseguiu, “é prioritário alcançar um patamar de interculturalidade”, rejeitando “guetos culturais e religiosos, fechados sobre si próprios”

A conferência conta com intervenções, entre outros, do presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa; da Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem; do presidente da CLR, José Vera Jardim; e da alta-comissária para as Migrações, Sónia Pereira.

Texto – Ecclesia

Logo

Nascemos porque acreditamos que a Regionalização é uma prioridade política nacional capaz de criar novos dinamismos sociais e económicos para construir uma sociedade mais justa e próspera.

Politicamente inconvenientes precisamos que seja nosso aliado na defesa da região Norte para enfrentarmos os desafios de sempre. Sem medo, com a independência que nos é oferecida pelos nossos leitores de quem dependemos ao produzir diariamente os conteúdos noticiosos que editamos.

Esteja connosco nesta luta comum. ASSINE AQUI. Obrigado

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com