Diminuem casas para alugar

Mais de uma em cada 10 casas no Porto estão fechadas e desabitadas, tornando-o no concelho em que esta realidade mais se destaca comparativamente aos demais municípios que compõem a Grande Área Metropolitana do Porto. São estes os dados que a “Aluga Seguro” apresentou na Radiografia do Mercado de Arrendamento em Portugal 2022 que a empresa pioneira no desenvolvimento de um modelo de proteção de proprietários e rentabilidade do arrendamento divulgou durante a inauguração do seu novo escritório no Porto, sito na Rua da Constituição.

A falta de uma alternativa que ofereça segurança e garantias no mercado de arrendamento português faz com que os proprietários decidam deixar a sua propriedade fechada e, com ela, a crescente deterioração das propriedades devido à falta de investimento; ou decidam mudar para outro tipo de arrendamento, como o arrendamento turístico. ” A insegurança a que os proprietários estão sujeitos em Portugal, leva a que em alguns distritos um em cada quatro imóveis esteja devoluto“, explica Francisco Reganha, Country Manager da Aluga Seguro.

A retirada de imóveis habitacionais do mercado de arrendamento na ausência de medidas que incentivem a segurança jurídica aos senhorios portugueses, está a provocar a descida da oferta. Assim, durante o último ano, a oferta de habitação para arrendamento diminuiu 60% no Porto, tornando-o no distrito com a maior variação de todos aqueles que constituem a Grande Área Metropolitana do Porto. ” Após a redução das restrições para controlar a crise sanitária causada pela COVID-19, muitos proprietários decidiram devolver as suas propriedades ao uso turístico, tal como faziam antes da pandemia“, explica Reganha. Este modelo de arrendamento representa uma grande parte do mercado, atingindo 5% do número total de propriedades no stock imobiliário do Porto. ” O facto de um em cada 20 imóveis ser destinado ao arrendamento turístico torna extremamente difícil encontrar uma solução habitacional“, assinala.

 Tendência ascendente dos preços

A dificuldade de acesso à habitação tornou-se num dos principais problemas para os cidadãos portugueses. Em média, o preço das rendas na Área Metropolitana do Porto subiu 3% no último ano para um preço médio de 927 euros.

Por concelhos, os preços de arrendamento mais elevados são registados no Porto (993 euros), seguido de Matosinhos (988 euros) e Vila Nova de Gaia (867 euros), todos situados na costa atlântica, zonas onde existe um maior número de propriedades para arrendamento de uso turístico. Por outro lado, destacam-se os seguintes municípios: Lousada (466 euros), Amarante (508 euros) e Felgueiras (517 euros).

” A falta de oferta de imóveis para arrendamento e os elevados preços de aquisição de habitação própria e permanente tornam quase impossível, para os inquilinos portugueses, o arrendamento de um imóvel a preço acessível“, explica o Country Manager da Aluga Seguro. Ainda assim, mesmo com os elevados preços de arrendamento, o tempo médio de um imóvel em promoção é de 3 meses no distrito do Porto. Por concelhos, os que demoram mais tempo a encontrar um arrendatário são os do Porto, com uma média de 100 dias; Paços de Ferreira (94 dias) e Vila Nova de Gaia, que com 79 dias, que lidera o Top3 dos concelhos relativamente ao número de dias necessários para arrendar um imóvel.

” Este tempo de desocupação dos imóveis, implica a rentabilidade do arrendamento prejudicando os proprietários. Além disso, estes números estão longe da média registada pela Aluga Seguro, que encontra um inquilino solvente e fiável em menos de 15 dias“, explica Francisco Reganha.

Não há garantias suficientes

O facto dos proprietários estarem a optar por outros tipos de arrendamento, tais como arrendamentos turísticos, ou estarem a deixar as suas propriedades fechadas e desocupadas, é o resultado das dúvidas que existem entre os proprietários devido à falta de garantias quando arrendam as suas propriedades no mercado residencial. ” Para que a oferta de imóveis possa satisfazer a procura existente, é necessário que os proprietários tenham uma carga fiscal menos gravosa, segurança jurídica mais célere para os encorajar a colocar as suas propriedades no mercado“, explicou Aluga Seguro.

Com a abertura do segundo centro de atenção a clientes da Aluga Seguro em Portugal, ” continuamos com o desenvolvimento de medidas de proteção do arrendamento com o objetivo de garantir a cobrança pontual dos arrendamentos no dia 5 de cada mês, mantendo sempre os pagamentos em atraso a 0%. Aluga Seguro tem inquilinos solventes e de confiança graças ao seu sistema certificado e exclusivo de análise de risco dos candidatos“.

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Texto: Aluga Seguro

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