PCP deixa cair governo do PS

Em 2015 o PSD liderado por Passos Coelho venceu as eleições legislativas, depois de se ter livrado da troika, tendo o PS de António Costa ficado em segundo lugar. O líder dos sociais-democratas tentou formar governo e em última instância convidou o líder do PS para vice-primeiro-ministro que não aceitou.

António Costa tinha na mão um convite do PCP que pela voz de Jerónimo de Sousa esclarecia que “o PS só não forma governo se não quiser”. Um casamento de conveniência que durou sete anos, baseado na disponibilidade de os comunistas em garantir a sobrevivência do governo enquanto isso lhes fosse conveniente.

Enamorado pelo poder o PS traçou “linhas vermelhas” e esclareceu pelo seu líder que o “governo cairia no dia em que precisasse do apoio do PSD” no parlamento.

Hoje o Governo, o PS e o PCP encontram-se no parlamento para iniciar a discussão do Orçamento de Estado sabendo-se que PCP, BE, Verdes, PSD, CDS e Chega anunciaram o voto contra. Nas negociações o Governo cedeu até ao limite quer ao PCP quer ao BE, cedências além do orçamento expressas já em iniciativas legislativas do governo, nomeadamente em matéria laboral que levaram as confederações patronais a abandonar a concertação social.

Ruptura ao sétimo orçamento

As exigências do PCP, desta vez, são de natureza política e ideológica com consequências fatais para os compromissos do Governo assumidos em Bruxelas, de onde vem a garantia do funcionamento do país e do Estado. Para ceder ao PCP António Costa teria de colocar o país em rota de colisão – o que se previa acontecesse depois da opção de 2015

Agora que a escolha é evidente, entre continuar no poder ou colocar o país em risco de um novo colapso financeiro, o primeiro-ministro terá de dizer que não.

O PCP também não tem nada a perder, ele que não é um “partido de governo”, optando por vincar no futuro as suas convicções ideológicas frente aos ganhos circunstanciais que a viabilização do orçamento lhe daria em tempos próximos. Olhando para os “amanhãs que cantam” pretendem os comunistas partir para uma nova solução que precisa de eleições antecipadas.

Os resultados das próximas eleições

Provavelmente nenhum partido conseguirá maioria absoluta nas eleições antecipadas que aparecem no horizonte próximo, ficando a classe política nas habituais contas de cabeça, sobretudo com os partidos políticos em momento de discussão das respectivas lideranças.

Não faltará o desenho de cenários “à direita” e “à esquerda”. Infelizmente para Portugal ninguém parece disponível para avaliar as vantagens de um governo “ao centro” onde PS e PSD fariam o pleno do “centrão” e teriam a possibilidade de trabalhar num “governo de salvação nacional”.

Os dois principais partidos portugueses têm medo desta solução porque continuam presos à contabilidade eleitoral temendo o crescimento dos extremos em futuras batalhas. Não têm pois agora a coragem que o PCP teve em 2015 quando percebendo que perderia votos no apoio ao PS (como se verifica e verificou) entendeu que os interesses do pais exigiam sacrificar os interesses imediatos do partido.

O presidente da República ocupado nos cenários políticos poderia pensar no país e ser interlocutor da classe política de modo que no primeiro trimestre de 2022 pudéssemos ter um governo onde mais de 70% dos portugueses se pudessem ver representados.

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