Inflação aperta Governo e alivia Oposição

A inflação acima dos 8% e com tendência para subir, a consequente subida da taxa de juro (ontem 0,50%) – ao fim de 11 anos a custo zero – e a oportunidade do “debate da Nação” na quarta-feira, antecedido de “sondagens de avaliação” do executivo, deram-nos um sinal de horizonte negro, apesar de termos um governo acabado de empossar e sustentado por maioria absoluta.

Precoces sondagens apontam para uma caminhada de “empate técnico” entre a direita e a esquerda, fornecendo argumentário aos diversos analistas que nas televisões tentarão afirmar os seus interesses, para isso encontrando os argumentos de conveniência.

Acontece que as eleições são decididas “ao centro” por uma multidão de cerca de 700.000 pessoas e que, normalmente na última semana da campanha, define o voto: trata-se de uma “comunidade” sem filiação partidária, adepta “do voto para quê”, que dispensa sondagens e faz “ouvidos-moucos” aos adaptadores/explicadores que lhes aparecem nas TVs.

Nas últimas eleições, exactamente na última semana, foi isso que aconteceu. Costa corrigiu o discurso, Rio  manteve: questões de acerto e acolhimento ao centro – resultado, maioria absoluta. Os estrategas do PS sabiam (e sabem) disto e por isso Costa corrigiu e ganhou.

Este “centrão anónimo” tem uma particularidade: constituído por todo o tipo de classes, acolhe pessoas de experiência feita, atenta aos sinais da vida do dias e, perante os desafios, verifica as condições que tem para resolver as questões que interessam: o emprego, a qualidade da saúde, o acesso ao ensino, o preços das coisas. Faz “ouvidos-moucos” às notícias que “chegam de Lisboa”, olha de soslaio para o folclore de Marcelo e, sobretudo, fecha a boca para não falar. É um povo que tem tempo. No momento certo vai lá, no dia do voto, e decide quem governa.

Daí que perante a ansiedade política vivida esta semana no Parlamento valha a pena perguntar o seguinte: o que pensará este “batalhão de votos” hoje, em Janeiro de 2023, Maio de 2023 ou Janeiro de 2024?

Os políticos profissionais continuam os seus cálculos, reduzindo o país e o povo a uma folha de excel; a ambição do poder cega a leitura do dia e atrapalha a percepção do trabalho do Governo, ficando a pairar “no ar” essa suspeita agradável pela inesperada inflação, essa “tia ranhosa” que nos rapa o dinheiro do bolso.

Mais do que falar da “crise no Governo” seria interessante que os senhores deputados se dedicassem a explicar como entendem “resolver a crise do país”. Respondendo a esta preocupação começarão a ser ouvidos pelo verdadeiro “centrão” aumentando as hipóteses de serem considerados no momento da decisão – as eleições.

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