Na Boca do Urso – refugiados ucranianos desviados para a Rússia

Cerca de 2 milhões de refugiados ucranianos foram enviados para a Rússia, desde Fevereiro passado, contrariando as normas internacionais em tempo de guerra. Um acto, de acordo com a legislação, que configura o “crime de guerra”, embora o regime de Putin considere estas evacuações como actos humanitários voluntariamente aceites pelos beneficiários.

As transferências para a Rússia foram aceites sem que aos ucranianos lhes fosse apontada uma arma, mas colocaram os mesmos na escolha de uma opção venenosa: Morre na Ucrânia ou Vive na Rússia?”

A maioria, sem dinheiro, documentos ou contactos na Rússia apenas pode ir para onde são enviados. Contudo, uma investigação da AP – Associated Press encontrou sinais de absoluta dissidência com o regime russo manifestada por populares que têm acolhido os refugiados ucranianos ajudando-os a escapar a redes clandestinas de tráfego de pessoas, e ajudado na “legalização” em solo russo bem como a arranjarem emprego, trocando moeda ucraniana por russa e, mesmo, alojando-os de forma provisória.

As razões apontadas pelos russos para explicar estas deportações não são claras. Contudo a primeira parece ser usar os refugiados para os apresentar na propaganda da comunicação interna de modo a “testemunharem contra a Ucrãnia”; ao mesmo tempo que deporta ucranianos também se verifica que a Rússia os substitui por residentes leais ao regime de Putin.

The ferry Isabelle is moored in Tallinn, Estonia, Wednesday, June 15, 2022. Around 2,000 refugees from Ukraine live on the ferry. (AP Photo)

ESTÓNIA – No ferry Isabelle, estacionado em Tallinn, na Estónia, Wednesday, vivem 2000 ucranianos em regime de deportação. (AP Photo)
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CONTROLO e FILTRAGEM

A caminho da Rússia os refugiados são interrogados frequentemente, num acto designado por eles de “filtragem”: recolha de sinais vitais, impressões digitais, numa atitude apelidada pelo governo de Kiev de  “colecção de informação biológica”.

Ukranian refugee Viktoria Kovalevska poses for a photo in Tallinn, Estonia, Saturday, June 18, 2022. Kovalevska was evacuated from Mariupol with her husband and two daughters. The family tapped into the network of Russian volunteers to leave for Estonia, where they now live in Tallinn. (AP Photo/Vasilisa Stepanenko)

Refugiada ucraniana,Viktoria Kovalevska em Tallinn, Estónia, quatro meses depois do início da guerra.  (AP Photo/Vasilisa Stepanenko)
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