5 de Junho – o ambiente podia ser assim

No dia 5 de junho será celebrado no Paquistão o Dia Mundial do Ambiente sendo que a ONU proclamará a década para a restauração dos ecossistemas. Uma boa ocasião para que todos nos unamos nesta comemoração mundial em defesa do meio ambiente!
A propósito recordo que Sophia de Mello Breyner Andresen, uma das maiores figuras culturais da cidade do Porto, já defendia, através da sua visão poética da ecocrítica, o equilíbrio entre o mundo dos humanos e a natureza.
A anterior cosmovisão antropocêntrica do herdeiro do homo sapiens sapiens desvalorizou-a nas revoluções cientifica e industrial, mas sobretudo nas últimas décadas de crescimento económico continuado, que trouxe muito consumo e bem estar, mas com maior exploração dos recursos naturais. Como consequência temos esta crise global do clima, dos ecossistemas e da sustentabilidade no Planeta que poderemos resolver se todos os países unirem esforços.
Prevê-se um aumento global das temperaturas médias nas próximas décadas e a frequência e intensidade das ondas de calor sendo que as precipitações tenderão a diminuir. Certas culturas verão reduzido o integral térmico (o total das unidades de tempo térmico) sem geadas, ou seja, a temperatura acumulada necessária para completar o seu ciclo, o caso das hortícolas, fruteiras e certos cereais.
O esperado fluxo financeiro do PRR, vulgo Bazuca, indispensável para a retoma da economia, não esqueceu o ecossistema florestal que tem um papel multifuncional com importância. Será uma boa oportunidade para mudar de paradigmas e de políticas.
Em curso está o meritório Programa de Transformação da Paisagem (PTP) dirigido aos territórios de floresta com elevada perigosidade de incêndio. O ICNF, I.P. e a DGT são as entidades responsáveis pelo acompanhamento e apoio técnico à implementação das medidas programáticas com a AGIFR,I.P. (Res.Cons. Ministros 40/20 de 24.06).
A prioridade da Comissão Europeia é para investimentos nas áreas da transição verde e digital em detrimento de economias altas em carbono. Ora os projetos não faltarão e seria ótimo produzir bens e serviços amigos do ambiente no interior do país; diminuir o desperdício da água e energia nas redes publicas; instalar contadores inteligentes para a luz e água; melhorar as redes de saneamento nas cidades; de ecopontos para a recolha e separação de lixos e resíduos; diminuir o impacto automóvel e limpar zonas poluídas ribeirinhas e marítimas nas cidades; criar mais espaços verdes periurbanos, melhorar matas, parques e jardins públicos para os cidadãos interagirem e vivenciarem com a natureza sem necessidade de grandes deslocações e criarem “emprego verde”.
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Foto: Cascata no Parque Nacional da Peneda- Gerês
Texto Manuel Correia. 2021.06.04.
Email:manuel.correia.cronicas@gmail.com
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