ISAVE: a melhor laranja de Amares

O Instituto Superior de Saúde (ISAVE), em Amares, esteve em festa — virado para amanhã e para a internacionalização — ao celebrar seis anos a 20 de Maio e a reivindicar o mesmo apoio municipal que é dado na promoção da laranja, das papas de sarrabulho ou do vinho.

João Luís Nogueira, presidente do Conselho de Direção do ISAVE, entusiasmou-se e garantiu: “não vamos desistir nesta luta do desenvolvimento do interior do Minho: é a nossa marca”.

A jornada festiva, ao ritmo das melodias da sua ISATUNA, teve em “Ter  ISAVE, Investigação e inovação em saúde”, uma revista com artigos científicos dos seus professores e alunos, a marca de água de uma Escola Superior de Saúde de referência para os cales do Cávado, Homem e Ave.

Na sessão solene mista (online e presencial) estiveram presentes  Cidália Abreu, vereadora da Educação de Amares, Artur Pinheiro, presidente da Associação de Estudantes do ISAVE (AEISAVE), João Luís Nogueira, presidente do Conselho de Direção, Mafalda Duarte, presidente do ISAVE, bem como representante sde mais de vinte parceiros desta Escola.

Todos se reuniram para celebrar “seis anos a contribuir para o conhecimento em interação com a comunidade” — como destacou Mafalda Duarte, ao saudar os colaboradores do ISAVE porque são “a alma viva desta casa”.

OS BOCADINHOS DE NÓS FAZEM A DIFERENÇA

Após saudar todas as dezenas de instituições parceiras, a Presidente do ISAVE não esqueceu o regresso da Tuna, após um ano de ausência, por causa da Covid, e definiu a visão estratégica da Escola que passa pelo foco na “investigação, internacionalização e melhoria do progresso da região”.

“São estes bocadinhos de nós que fazem a diferença do ISAVE” — prosseguiu a Presidente da Escola que acolhe 300 alunos em Amares em várias licenciaturas e prepara um mestrado em envelhecimento e saúde, sem esquecer a cooperação internacional e a divulgação da sua investigação.

Anunciou o reforço de ofertas de formação, com a reformulação da licenciatura  de Prótese dentária e abertura de novos CteSP, em colaboração com outras escolas de saúde do Minho, destacando os cuidados continuados e paliativos, a partir de Outubro.

Mafalda Duarte congratulou-se com o reforço do ISAVE, com mais de uma centena de alunos, este ano letivo, bem como a dinamização do CICS (Centro de Investigação de Ciências de Saúde), nas áreas de enfermagem, fisioterapia, tecnologias da saúde e saúde pública e biociências.

A presidente não esqueceu as nove comunicações apresentadas na RACS ( Rede Académica de Ciências da Saúde), que engloba escolas  de saúde dos países da lusofonia ou a renovação da Carta de Erasmus com cem pontos que permite a mobilidade para 25 estudantes do ISAVE.

“Não crescemos sós — lembrou Mafalda Duarte – mas em parceria com outros, integrados na Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado (APESP).

Cidália Abreu, vereadora da Câmara Municipal de Amares, sublinhou o discurso da Presidente do ISAVE, quando agradeceu “toto o trabalho brilhante do ISAVE nestes seis anos, porque os alunos do ISAVE são os melhores embaixadores de Amares”.

“Orgulhamo-nos de ter o ISAVE em Amares, porque é um estabelecimento de ensino superior de excelência” — concluiu a Vereadora da Educação e Cultura.

Artur Pinheiro, novo presidente da Associação de Estudantes do ISAVE (AEISAVE), assegurou que esta escola “é um livro  onde todos os alunos devem escrever a sua página” e a prioridade da sua ação será a dinamização da cultura, do desporto e participação cívica.

Sem esquecer a reivindicação do ensino presencial, logo que as regras de saúde permitam, Artur Pinheiro não escondeu as dificuldades dos alunos  geradas pela pandemia da Covid, no cumprimento dos seus deveres com a Escola, ou seja, pagamento de propinas e pediu diálogo e tolerância à administração do ISAVE.

SABEMOS QUAL É O RETORNO DO ISAVE PARA AMARES, MAS…

O Presidente do Conselho de Direção valorizou “tudo o que nos trouxe até aqui, com o esforço de todos ao longo de seis anos” e manifestou a sua gratidão ao Conselho Consultivo do ISAVE

Nesta escola. “contamos com as pessoas e pedimos aos alunos que exijam a melhor qualidade dos professores e dos serviços” — reafirmou João Luís Nogueira, convencido que “os nossos professores dão resposta”.

No entanto, é a “responsabilidade mútua, de professores, de alunos, de funcionários que prestigia o ISAVE”, acrescentou ao pedir a Artur Pinheiro que lidere uma AEISAVE “activa, forte e presente, que seja ator da nossa instituição e nos diga o que está a  correr mal”.

Neste contexto, João Luís Nogueira deu a conhecer alguns números preocupantes para todos: “um terço dos nossos alunos têm bolsa, mas deste terço, só metade não têm dívidas nas propinas. Dois terços dos nossos alunos têm as propinas em atraso e temos de resolver este problema em diálogo e com tolerância que pede empenho dos alunos”.

Deixou um lamento ao novo presidente da AEISAVE:  “este ano, fizemos um grande investimento em Equipamentos de Proteção Individual (EPI) mas um terço destes EPI não foram levantados pelos alunos. Temos de ser responsáveis e há muito a fazer no cumprimento das regras” porque “sem propinas pagas não é emitido o certificado da licenciatura”.

“Nós sabemos qual é o retorno da presença do ISAVE em Amares mas ignoramos o resultado da promoção daqueles ex-libris — lembrou o presidente do Conselho de Direcção.

Seis é o número de milhares de euros que um aluno do ISAVE gasta em Amares durante um ano lectivo, pelo menos.

João Luís Nogueira dirigia-se a Cidália Abreu, vereadora da Educação,  que substituiu o presidente do Município de Amares, ausente por “compromissos de agenda” e uma plateia constituída por parceiros, docentes e representantes dos alunos desta Escola.

O presidente do ISAVE socorreu-se de um estudo científico (cf. https://ccisp.pt/wp-content/uploads/2019/03/ResumoEstudo_v1.pdf) que assegura um impacto de seis mil euros por cada aluno na economia de Amares, em alojamento, no comércio local e nas actividades de lazer e cultura.

Se o ISAVE “tem 300 alunos, é só fazer contas, mas é uma rentabilidade maior que a laranja ou das Papas promovidas todos os anos pela Câmara de Amares. Ninguém sabe o resultado dessa promoção. Nós sabemos”.

“Sabemos dos vinhos, papas, laranja e outras feiras e feirinhas enquanto o ISAVE, que é uma marca de Amares, não tem direito à promoção municipal semelhante” — desafiou João Luís Nogueira.

Reforçando o seu argumento, lembrou que o ISAVE tem 24 alunos oriundos de Amares mas dois terços (duzentos) são da CIM Cávado e o resto provém da CIM do Ave.

“É justo que o ISAVE reivindique uma promoção igual aos ex-libris de Amares, já para não falar da divulgação internacional de Amares através dos alunos Erasmus. Sei que o ISAVE é uma marca de Amares e tem direito a promoção municipal semelhante a outros produtos de Amares” cujo impacto económico em Amares “nunca foi devidamente quantificado”.

“Nem quero falar dos alunos de Erasmus que levam Amares para os seus países mas quero dizer que o ISAVE tem de estar ao lado da laranja ou das Papas de sarrabulho” — prosseguiu, avisando ue, apesar disso, “vamos continuar com ou sem apoios”.

João Luís Nogueira lembrou que a Câmara de Amares é sócia deste projecto (com 15 por cento do capital social) — como a de Terras de Bouro (9%) e a de Vila Verde (24%) —  e “não pode deixar-nos sós a lutar contra outras escolas com apoios públicos”, algumas vezes em “duplo financiamento”.

A sessão teve como momento alto, uma palestra de David Justino, ex-ministro da Educação e Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa.

Após a exibição de um vídeo em que mais de vinte parceiros, individualidades e instituições deram testemunho do apreço pela qualidade do ensino do ISAVE, foi servido um Verde de Honra ao som dos cânticos da Tuna da Associação de Estudantes do ISAVE.

A NOVA REVISTA CIENTÍFICA

Mafalda Duarte, presidente do ISAVE saudou o “retomar de alguma normalidade das nossas celebrações”, agradeceu a participação dos parceiros e fez um retrato da Escola, dando conta dos ovos projetos, um dos quais a apresentação do primeiro número da revista TER ISAVE Investigação e Inovação em saúde, com 160 páginas e uma dezena de trabalhos científicos de alunos e professores.

Cidália Abreu constatou que os alunos do ISAVE “são os melhores embaixadores de Amares” e expressou o orgulho da Câmara Municipal em “ter o ISAVE em Amares”.

Artur Pinheiro, novo presidente da Associação de estudantes, afirmou que o ISAVE “é um livro onde todos os alunos devem escrever uma página” e prometeu dinamizar atividades culturais, desportivas e cívicas para os seus associados, amortecidas pela pandemia da Covid.

A festa encerrou com um lanche servido pelos alunos do segundo ano do Curso Técnico Profissional de Restaurante/Bar, da Escola profissional Amar Terra Verde, sob coordenação da Prof. Olga Martins.

Revista TER ISAVE é “um marco histórico”

“É um marco histórico na consolidação do ISAVE”b — garantiu o prof, João Silva, na apresentação do primeiro número da revista TER ISAVE, no dia 20 de Mario, sexto aniversário do Instituto Superior de Saúde, em Amares.

Se consultarmos a bibliografia disponível (https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/34415/1/AnabelaHenriques.pdf), o ISAVE afirma-se como uma das raras escolas portuguesas cujos docentes e alunos produzem uma revista científica que foi apresentada no dia 20 de Maio, no sexto aniversário do Instituto Superior de Saúde, em Amares. Apenas se conhece idêntica publicação da Escola de Saúde da Cruz Vermelha Portuguess (ESCVP).

Mafalda Duarte, presidente do ISAVE, lembra que a “revista TER ISAVE contribui para a criação, produção e disseminação do conhecimento científico pela comunidade académica”.

Por sua vez, João Luís Nogueira percebe que este esforço de dibulgação “ganha mais sentido se for partilhado e essa partilha é um canal de desenvolvimento”.

O diretor da Revista justifica o projeto assim: “o conhecimento científico sõ se materializa quando é divulgado. Que esta revista seja a nossa pequena janela para a sabedoria e a compreensão”

A revista TER ISAVE  Investigação e Inovação em Saúde tem periodicidade anual, existe em online e em pdf, além de edição impressa que é distribuída gratuitamente.

O Prof. João Neves Silva, presidente do Centro Inter-disciplinar Ciências da Saúde (CICS), explicou que os textos desta publicação são da autoria de alunos e professores do ISAVE, podendo incluir artigos de especialistas convidados.

A TER ISAVE pretende divulgar os resultados da investigação original, revisão de artigos, relatos de casos e artigos de reflexão, sendo apresentada em português e inglês.

Os texto para publicação devem ser enviados até 31 de Dezembro.

Neste primeiro número, com 160 páginas A5, dos 17 manuscritos foram aceitas 9, mas dois ficaram para o segundo número, enquanto outros foram rejeitados por similitude temática.

João Silva explicou que a Fisioterapia ocupa o destaque da Revista, com 44% dos artigos, seguindo-se a Enfermagem (33%) e as ciências médicas e biológicas (22%).

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