Champions no Porto retira autoridade ao Governo

Mexer com a liberdade do povo dá sempre mau resultado. Brincar com o seu gozo é opção de mau agoiro. A incapacidade de o governo em controlar os acontecimentos que permitiu – Sporting, em Lisboa, e Champions, no Porto – levou que pela primeira vez uma figura pública portuguesa (Pinto da Costa) pedisse a demissão do Primeiro Ministro. Os portugueses perguntam agora que governo vão ter nas noites dos santos populares e nas suas terras. Há muitos foguetes para estoirar e não sabemos quem pagará a factura. Os ingleses não serão certamente.

 

As reacções aos festejos ingleses no Porto por ocasião da disputa da final da liga dos campeões, autorizada pelo Governo com o apoio logístico da câmara municipal, está a provocar indignação nas pessoas que pretendem saber que indicações terão de seguir por ocasião das festas populares. E terão dificuldade em perceber que o “rigor oficial” seja decretado para os portugueses e que se abram excepões para públicos específicos autorizados a ocupar o espaço público de forma proibida aos residentes.

Este protesto popular que passa de boca em boca e se exprime nas redes sociais foi assumido pelo líder do PSD que não compreende que a “cena” Sporting se tenha repetido dias depois no Porto, e também pelo líder do FC do Porto que – agastado por não ter adeptos no estádio do seu clube – referiu a “incompetência” do Governo na gestão de crises. Pinto da Costa desferiu um ataque político relevante tendo sido o primeiro líder português a pedir a demissão do primeiro-ministro desde 2015.

Aliviados com a receitas deixadas pelos ingleses, os comerciantes do Porto receberam o maná que agradeceram mas referiram que a organização “da noite” tinha sido mal planeada dado que se manteve o fecho de bares e restaurantes a partir das 22h30 o que levou à concentração de pessoas em locais públicos como a Ribeira e os Aliados.

Este cenário, que os portuenses gostariam de promover na próxima noite de S. João, provavelmente vai ser proibido “pelas autoridades”, as mesmas que o permitiram aos ingleses.

Entretanto as autoridades de saúde do Norte alertaram a população que esteve em contacto com a multidão inglesa para nos próximos 14 dias adoptarem um recolhimento voluntário e uma vigilância acrescida dado o risco de contacto verificado.

Imagens retiradas de Facebook/Porto. O Lado Abandonado da Cidade

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