Novo Banco: Depois da tempestade?

Novo Banco passa de prejuízos ao pódio dos lucros na banca e consegue o melhor semestre desde 2014.

O Novo Banco foi criado há sete anos, após a resolução do BES. Desde então, a sua história tem sido marcada por prejuízos de milhares de milhões mas, à boleia do aumento da receita comercial e da redução dos custos, o banco registou o segundo trimestre consecutivo de resultados positivos e, consequentemente, o primeiro semestre positivo.

Foram anos de reestruturação que culminaram, como prometido, num regresso à rentabilidade. O banco liderado por António Ramalho obteve 137,7 milhões de euros no primeiro semestre do ano, sendo que já tinha obtido um lucro de 70,7 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, depois de ter concluído o processo de reestruturação no final do ano passado. Se olharmos para o mesmo período do ano anterior, o Novo Banco tinha tido um prejuízo de 555,3 milhões de euros, o que demonstra a grande evolução do banco, mesmo sendo que em 2020 no primeiro semestre poderia se sentir mais o efeito da pandemia.

De acordo com o banco, os lucros resultam “da redução das taxas médias dos depósitos, menor custo de financiamento de longo prazo, e manutenção da política de preços”. Os lucros explicam-se pela evolução das operações financeiras, dos custos e do crédito.

As operações financeiras registaram 93,3 milhões de euros positivos, segundo o banco, “maioritariamente justificados pela evolução positiva das taxas de juro de mercado neste primeiro semestre de 2021”. 

Os custos reduziram em 4,7% face ao período homólogo, “reflexo da contínua otimização, simplificação organizacional e de processos, a par do investimento no futuro do negócio”, explica o Novo Banco. Os custos com pessoal totalizaram 117,6 milhões de euros, o que representa uma redução de 2,9%. Ao mesmo tempo que os custos recuaram, houve um alívio das imparidades e provisões. No primeiro semestre de 2021, o grupo registou um reforço de imparidades e provisões no montante de 89,2 milhões de euros (incluindo 35,2 milhões de euros de imparidade adicional no âmbito do contexto Covid-19). Ainda assim, representa uma redução de 74% face aos valores registados no período homólogo.

O crédito a clientes (bruto) totalizou 24.986 milhões de euros. Isto traduz uma descida de 0,9% face a dezembro de 2020. Esta evolução é “influenciada pela contínua estratégia de redução de créditos não produtivos”, de acordo com o banco.

Apesar da queda no crédito, as comissões cresceram. De acordo com o banco, o comissionamento do primeiro semestre de 2021 avançou 3,1% face ao período homólogo, totalizando 135,5 milhões de euros. No segundo trimestre, cresceu quase 73 milhões, ou seja, mais 14,5% face ao segundo trimestre de 2020.

Texto David Carvalho

 

Logo

Nascemos porque acreditamos que a Regionalização é uma prioridade política nacional capaz de criar novos dinamismos sociais e económicos para construir uma sociedade mais justa e próspera.

Politicamente inconvenientes precisamos que seja nosso aliado na defesa da região Norte para enfrentarmos os desafios de sempre. Sem medo, com a independência que nos é oferecida pelos nossos leitores de quem dependemos ao produzir diariamente os conteúdos noticiosos que editamos.

Esteja connosco nesta luta comum. ASSINE AQUI. Obrigado

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com