Orçamento – Combustíveis vão continuar a subir

O parlamento discute o orçamento de Estado para 2022 que será aprovado pela maioria parlamentar constituída pelo PS, CDU e BE e o governo fica com o instrumento de gestão que lhe permite governar por mais um ano. Agora e depois na especialidade os partidos do “arco da governação” introduzirão pequenas alterações.

As reformas mais baixas terão um ligeiro acerto, os funcionários públicos manter-se-ão com os salários congelados e a carga fiscal tenderá a aumentar.

O garrote orçamental aperta o Governo que tem de respeitar as directivas de Bruxelas e manter o acordo com a base parlamentar que lhe permite subsistir.

Questionado pela deputada Cecília Meireles, do CDS-PP, na abertura do debate sobre política geral, no parlamento, o primeiro-ministro afirmou que “o custo tributário que tem subido” no que toca aos combustíveis “é o que resulta da taxa de carbono, e resulta e bem”.

Na sua ótica, “é preciso e uma vez por todas os responsáveis políticos deixarem de ter dois discursos e deixarem de se fazer de sonsos perante a opinião pública”, porque “não podem dizer durante metade da semana que há uma emergência climática e a outra metade dizer que não querem medidas para combater a emergência climática”.

“A emergência climática é uma emergência todos os dias, exige uma taxa de carbono, essa taxa de carbono vai continuar a aumentar e é uma política correta não dar o menor contributo para baixar a fiscalidade sobre os combustíveis carbonizados, ponto final”, salientou o primeiro-ministro – informou o JN.

Das notícias de hoje é de reter a que tem por fonte o governador do Banco de Portugal, o ex-ministro Centeno que alertou para o “custo de 2,1 mil milhões” suportados pelo orçamento e que foram destinados a cobrir custos salariais durante a pandemia. Visto de outo modo, Centeno aponta a necessidade de, neste orçamento, se encontrar uma poupança no mesmo valor para o “reequilíbrio” das contas.

No mesmo dia, o ex-ministro das finanças Vítor Gaspar – governo de Passos Coelho, no tempo da troika – referiu a necessidade do regresso ao “rigor orçamental”

Numa apreciação política ao discurso de hoje no Parlamento verifica-se que a narrativa económica não acompanha nem suporta a visão optimista de quem gere dos destinos do país.

Movimentações partidárias

É neste contexto que se estão a dar movimentações céleres nos partidos políticos à procura de novas lideranças: PS, PSD, CDS. As eleições legislativas de 2023 estão no horizonte e a hipótese de uma crise financeira até lá (apesar da bazuca anunciada) é equacionada, dada a progressiva queda de poder de compra da classe média (quem ganha entre 700 a 1500 euros mensais) – aquela que facto paga a crise.

As eleições no PSD e  CDS estão para breve, as do PS deverão acontecer em 2023. No centro-direita as movimentações têm por base a necessidade de “encontrarem” uma alternativa de modelo, assunto muito difícil até agora, mas que se impõe esteja delineada até Junho de 2022.

 

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