Benfica – a guerra civil em aberto

O Benfica, recuperado do coma criado por Vale de Azevedo, tornou-se o clube português com maior património imobiliário, e voltou a competir sistematicamente por títulos, como era sua tradição. Apesar de ser uma história de sucesso, o seu presidente  está submetido a uma guerra psicológica permanente. Porque é que isto acontece?

Abstraindo das críticas “futebolísticas” dos adversários por normais e habituais – coisa que ninguém, de senso comum, releva –  a guerrilha interna acontece, apesar de contínuas e esmagadoras vitórias eleitorais de Filipe Vieira. Agora é a recontagem dos votos por “dúvidas do sistema informático” que suportou a contagem das últimas eleições, e também uma acção do advogado Matamouros que acusa o presidente do clube e da SAD de ter beneficiado pessoalmente nas negociações com a banca quando se tratou de renegociar as dívidas das empresas de que é sócio.

Estes críticos não apareceram quando Vilarinho afastou o “mágico” Azevedo e terminou a fase mais negra da instituição, e chamou para a sua equipa Filipe Vieira, ele que foi proposto pela banca portuguesa ao presidente eleito. Todos conhecemos a história e sabemos como estava o clube e como está após a intervenção e dedicação do actual presidente.

Como compreender então o clima de guerra civil? Filipe Vieira é um homem simples, com vocação para os negócios e de sucesso. A sua história fala por si. Acorda a pensar em dinheiro e tem o condão da varinha mágica – característica necessária quando uma instituição precisa de um líder, para traçar o seu destino e conseguir os objectivos. Provavelmente terá o defeito de pensar mais nos objectivos de gestão do que no êxito permanente que lhe é exigido pelos adeptos.

Ceder aos desejos dos adeptos foi o objectivo supremo de presidentes como Jorge Brito, Fernando Martins, Manuel Damásio e Azevedo. Se Brito e Martins perderam fortunas no clube, Damásio – o homem do salário mínimo e dos charutos cubanos-, e Azevedo, o mágico das burlas, depauperaram o clube até ao limite.

A visão comercial do clube e da SAD que ocupa Vieira, levou-o (e continua a levar) a convidar para as suas listas de candidatura que se sucederam ex-adversários (seus concorrentes em eleições e nelas perdedores) ainda  hoje elementos da “estrutura” do clube e da SAD e que  lá permanecem.

Vieira procurou o consenso e semeou uma teia de relações que mais não é do que um ninho de lacraus, que todos os dias aspira por mais um “caso” sobre o presidente na expectativa de um dia (quanto mais depressa melhor) lhe sucederem.

Não vale assim a pena ao Benfica contratar/substituir os directores de comunicação, nem os problemas radicam nas redacções dos jornais ou das televisões. Eles apenas dão voz a informações precisas e calculadas, ao dia, pelos lacraus que tudo vigiam e disponibilizam aos jornalistas.

Chama-se a isto a “estratégia do desgaste” para que um determinado lacrau ferre no momento certo o presidente.

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Direitos de Imagem- Record in: https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/luis-filipe-vieira-vende-palheiro-por-cinco-mil-euros-a-camara-de-vila-franca-de-xira

 

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