O Chefe da Saúde que podia ser Ministro

Fernando Araújo, médico do Hospital de São João – O Ministério da Saúde mudou o modelo de gestão dos serviços hospitalares e optou por criar uma equipa de gestão centralizada e para isso escolheu Fernando Araújo, médico mas também com experiência em gestão e administração hospitalar.

“Não tenham dúvidas nenhumas que Lisboa tem muito a aprender com o Porto, nomeadamente em relação ao funcionamento das urgências, tem muito a aprender com o Porto” – disse o primeiro-ministro ao anunciar esta nomeação e que confirma os dados históricos da qualidade de gestão mostrada nos últimos anos pelo Hospital de São João.

O nomeado foi em tempos secretário de Estado da Saúde entre2015 e 2018.  Segundo o Expresso,  Fernando Araújo, em 2005, fez um estudo para medir as necessidades reais dos serviços de urgência abertos para as diferentes especialidades.

Perante esta análise, concluiu, que, em muitos casos, havia serviços abertos a mais e profissionais a menos. Nesse sentido, colocou em marcha um projeto que vigora ainda hoje, que visa distribuir os médicos pelos hospitais, mesmo que isso implique deslocações destes profissionais, de modo a que não existam falhas.

As horas extraordinárias

Tmbém no JN, em julho escreveu sobre a valorização das horas extraordinárias dos médicos: “O problema dos decisores políticos é por vezes cometerem a imprudência de, em sistemas complexos, optarem por soluções populistas. Colocar mais dinheiro, sem uma estratégia clara e um planeamento adequado, não resolve os constrangimentos, como ainda pode criar novos problemas.”

A autonomia dos hospitais

“(..) o mesmo Estado que não dá autonomia às instituições para a contratação e não qualifica os vencimentos, oferece valores cinco vezes superiores a quem se disponibilize a trabalhar em prestação de serviços. O sinal pode não ser o pretendido, mas a direção é clara e aponta-lhes a porta de saída, desestruturando de forma irremediável o SNS”, escreve na crónica publicada a 24 de maio, no Jornal de Notícias. 

O Orçamento que não estica

Fernando Araújo, médico do Hospital de São João, vai ser assim o braço-direito do novo ministro da Saúde, Manuel Pizarro, oriundo que é do Porto e do mesmo Hospital Central.

Porém, ambos herdam a gestão de Marta Temido – ministra escolhido no âmbito da Gerigonça – circunstância que definiu o modelo de gestão que não sobreviveu às exigências sobretudo do BE numa teimosa disputa que impediu a colaboração entre os três sectores da saúde: público, social e privado.

Seja como for, com a crescente procura dos serviços de saúde – basta verificar a pirâmide etária do país – e um orçamento limitado a nova equipa ministerial enfrenta um desafio enorme, provavelmente impossível de alcançar.

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