Uma noite! Uma visão.

São as minhas personagens na Yerma, fogo fátua disforme de emoções e não quero que se adaptem a uma atividade repetitiva como comportamento autómato e condicionado. Não digam que o “ traquejo “e o “ tabuado “ estão em falta pois a arte luta sempre para ausência do mecanismo. Exijo a experiência que a vida nos oferece na assimilação das emoções e o seu controle (parcelar no ensino dramático).
O movimento (corporal e facial) a melodia da dicção expande todo o seu caráter de uma Yerma ( Aida Gomes ) “ doente “. Isto me diz o publico com o seu silêncio e se por momentos este se quebra logo João ( Jorge Costa ) com agressividade de uma produção social ( sexista e acumulador compulsivo ) nos desperta e reencaminha para a tragédia. Despercebidos os hellhound negros, obedientes e petrificados rematam todo o espaço cénico (Adelaide Lima e Margarida Leal ; a minha Catarina ) Profissionais nos seus sentimentos agem na sua perfeição e na superioridade de algo que os possa desclassificar.
Meus pupilos , Aida e Jó, quero que cada vez mais me criem emoções ( como dizia um dos meus mestres não te deixes abalar ) e que toda a minha visão seja de um “ louco “ o louco.
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Por Juan Fernandez
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