As Bandas de Freamunde e de Vilela em Geraz do Lima

As Bandas de Freamunde e de Vilela

A Banda de Freamunde nascida em 1822 e a de Vilela 36 anos depois têm um histórico de encontros musicais que preenchem a nossa memória e disso nos deram testemunho os nossos antepassados. Por isso ouvir estas duas bandas a tocar na mesma tarde é uma experiência carregada de sentido e de lembranças. Freamunde e Vilela pertenceram ao concelho de Aguiar do Sousa e ambas as terras sofreram um abalo na sua afirmação no fatídico ano de 1836, com a reorganização administrativa concelhia que deu origem ao concelho de Freamunde (depois de Paços de Ferreira) e ao de Castelões de Cepeda (depois Paredes) – Mas disso falaremos um dia que agora não vem ao caso.

Mas Freamunde e Vilela foram terras pioneiras na transformação da nossa economia, sobretudo baseada na agricultura e actividades de transformação (nomeadamente madeira e ferro) e de produtos alimentares. Vivíamos na Monarquia quando estas bandas garantiram às nossas populações as primeiras sensações estéticas no domínio da arte musical. E isso aconteceu tendo por base a capacidade económica da nossa gente, sobretudo baseada na Fábrica Grande (Freamunde)  e na Fábrica Velha (Vilela)

Os nossos mais velhos contam-nos da peregrinação diária que faziam, a pé, pelos caminhos calcorreados com chipas de madeira – umas de pinho, outras de carvalho e outras mesmo de faia. De segunda a sábado iam de manhã e chegavam à casa da família já de noite.

Ferreira, entre estas duas terras drenava trabalhadores para as duas fábricas; para Freamunde, mais perto, e para Vilela, mais longe, mas logo ali – bastava meter pelas Casas Novas, passar Sobrosa e descer para Vilela. Perguntem aos mais velhos como era e vão perceber melhor o prazer que é ouvir estas duas bandas juntas. Que boa memória, melhor tradição, e que desejo de muito sucesso para as duas.

Banda de Freamunde, entrada em Santa Leocádia

Banda de Vilela – Cavalaria Ligeira, de F. Suppé

Banda de Freamunde, uma tarde no Minho

Não sei se repararam bem no vídeo da entrada da nossa banda, logo no início. Uma comissão de festas quase na totalidade constituída por senhoras da terra. Lindas minhotas, alegres no olhar e na roupa, cheia de contrastes nas cores e nos sorrisos. Ficamos sem saber se a peça tocada de seguida pela nossa banda foi motivada por isso: La Leyenda del Beso.

Logo de entrada tivemos o prazer de ouvir Pérola 59, de Ângelo Moreira. Ora ouça e diga-nos se ficou com a impressão de que a nossa banda toca e ao mesmo tempo “fala”. Ora ouça:

 

Não pudemos ficar para a noite – e como gostávamos de o fazer – dado que a noite das Sebastianas nos pedia o regresso antecipado a Freamunde. Mas deu tempo para recolher ainda “Canções da Tradição”

 

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Foto- Direitos de Associação Musical de Freamunde

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